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3 Mar 2010
CP - 02.03.2010 - Taline Oppitz: Entidades repassam a bola ao Piratini
ALTERA O
TAMANHO DA LETRA
Correio do Povo – Coluna Taline Oppitz - ANO 115 Nº 153 - PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 2 DE MARÇO DE 2010

Entidades repassam a bola ao Piratini

A decisão dos presentes na assembleia geral de categorias da Brigada Militar, de rejeitar a proposta de reajuste salarial, passa a bola novamente para o governo. Representantes das entidades da BM afirmam que a concessão de reajuste linear, independentemente do índice, seria uma das formas de acabar com o impasse. Na última semana, o governo havia afirmado que a proposta era definitiva e que não teria mais como ceder. Com a decisão das entidades, porém, integrantes dos núcleos técnicos e político do Executivo irão conversar novamente com a governadora Yeda Crusius em reunião marcada para hoje. A intenção, no entanto, é dar "um tempo" nas negociações e promover novo encontro com os servidores apenas dia 10. Um dos obstáculos à concessão linear de reajuste, como defendem as categorias, seria que a alternativa representa justamente o caminho inverso do que propõe a matriz salarial, que a médio e longo prazos visa corrigir distorções entre os maiores e os menores salários da Brigada Militar. Apresentada e aprovada no governo Germano Rigotto, a matriz é classificada na gestão tucana - que pretende ampliar seu percentual de 10% para 15% - como uma "lei inteligente".

Contra o tempo

Tradicionalmente complicadas, as negociações entre governo e categorias são tensionadas agora também pela pressão do tempo. As articulações estão limitadas pela Lei Eleitoral, que proíbe reajustes salariais a partir de 6 de abril. Como o Piratini mantém a determinação de evitar riscos de derrota e impasses em plenário, está cada vez mais difícil apostar em entendimento que viabilize reajustes.


Nova empreitada

Agindo no melhor estilo "algodão entre cristais", o presidente da Assembleia, Giovani Cherini, que auxilia nas negociações entre o governo e entidades da Brigada Militar, deu início agora a tarefa bem mais complicada: a de ajudar a estabelecer, em pouquíssimo tempo, a interlocução do Cpers com o Piratini. A presidente do sindicato, Rejane de Oliveira, em conversa com Cherini, destacou que as principais reivindicações são o aumento de 23,14%, o pagamento do piso nacional para professores e funcionários de escola, a garantia do plano de carreira, e a realização de concurso público. Em quase todos os itens, o governo tem opinião e projetos diferentes do que pretende o Cpers.

Discurso em xeque

A cobrança feita reiteradamente pelo Cpers, de que é necessário tempo para discutir sem nenhuma pressa as propostas do governo referentes à categoria, foi colocada agora em xeque pela direção do próprio sindicato. O Cpers ignorou os prazos estabelecidos pela Lei Eleitoral e deixou para apresentar suas reivindicações aos 45 minutos do segundo tempo.

Aposta na aprovação

Representantes de servidores do quadro geral e técnicos-científicos pressionarão deputados para que rejeitem os projetos de reestruturação da Fazenda. As propostas, que dependem de acordo para irem hoje a plenário, enfrentam resistências inclusive de aliados. O Piratini, porém, aposta na aprovação. As emendas já passam de uma centena.

Fonte: Correio do Povo – Coluna Taline Oppitz
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